Mc 14.3-9 - O Jantar em Betânia


Na sua última semana, chamada de semana santa, o Senhor Jesus transitava entre Jerusalém e Betânia onde pernoitava. Num desses pernoites Jesus e os seus discípulos foram convidados para um jantar na casa de um homem conhecido como Simão, o leproso. Certamente que ele era um ex-leproso, curado por Jesus, e que aquele jantar era uma manifestação de gratidão sua para com o Senhor. Em dado momento do jantar veio uma mulher que trazia um vaso de alabastro com um perfume preciosíssimo, estimado no valor de quase um ano de trabalho de um trabalhador comum da época em Israel. Quebrando o gargalho do frasco, a mulher derramou o perfume sobre a cabeça do Senhor Jesus, ato esse que, segundo Jesus, fora um ato profético, pois o ungira antecipadamente para a sepultura (perfumar os cadáveres para o sepultamento era um costume dos judeus da época). Aquele ato de adoração foi censurado por alguns dos discípulos do Senhor por acharem aquilo um desperdício, pois o dinheiro correspondente ao perfume poderia ser dado aos pobres. Jesus censura a atitude dos discípulos explicando que ela fizera uma boa ação e que os pobres eles o teriam sempre consigo, e quando quisessem poderiam fazer-lhes bem, mas quanto a Ele breve o perderiam. Depois Jesus disse que o que aquela mulher fizera, a sua parte no programa redentor, que era o que ela podia fazer naquele momento solene de adoração e gratidão ao Senhor, seria lembrado todas as vezes que o evangelho em sua descrição geral fosse anunciado no mundo.