Evidências de uma vida cheia do Espírito


No boletim do domingo dia 24/05 fizemos uma reflexão com o título “Um crente cheio do Espírito Santo”. Nessa reflexão fundamentamos a doutrina da concessão do Espírito Santo aqueles que, de fato, crê em nosso Senhor Jesus Cristo. Dizemos também que grande são as possibilidades da execução de um trabalho profícuo por parte daquele que vive uma vida cheia do Espírito. Dissemos ainda que o dom do Espírito é uma benção exclusiva para aqueles que crêem em Cristo em todas as épocas.
Neste boletim iremos enfatizar as evidências de uma vida cheia do Espírito Santo.
Primeiramente vamos enfocar o que não é evidência da plenitude do Espírito na vida de um crente. Não é evidência o crente falar em línguas estranhas. No Dia de Pentecostes quando o Espírito desceu sobre aqueles cento e vinte irmãos todos foram cheios do Espírito Santo e, no entanto, não falaram línguas estranhas. Aqueles irmãos receberam miraculosamente a capacidade de falar em línguas estrangeiras, ou seja, compreensíveis pelos ouvintes que estavam naquela reunião. “Como pois os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos?” At 2.8. Também não são evidências o crente se arrepiar, perder o controle de si, cair, rodopiar, marchar e outras bobagens que se observam no meio neo-pentecostal. Não é ainda ter visões, revelações, profetizar. Não é o exercício dos dons espirituais ou o uso dos dons naturais na obra do Senhor. Nem ainda a entrega das ofertas e dízimos ao Senhor como uma obrigação ou uma barganha, ou seja, eu te dou se tu me abençoares.
A primeira grande evidência na vida de um crente cheio do Espírito Santo é a produção do fruto do Espírito conforme identificado na carta de Paulo aos Gálatas 5.22: “Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança”. Essa sim é a grande evidência de uma vida cheia do Espírito. Esse fruto brota naturalmente da vida daqueles que estão cheios do Espírito de Deus. Outras evidências também podem ser observadas tais como um intenso desejo pelas coisas de Deus (At 2.46); e ainda um intenso desejo de estar reunido com os irmãos em Cristo para celebrar ao Senhor nos cultos programados pela Igreja (At 2.44,46,47); e ainda um profundo sentimento de liberalidade, ou seja, de entregar a Deus os dízimos e as ofertas para a manutenção da Sua obra através da Igreja da qual é membro (At 2.45; 4.32,34-37); e ainda um profundo zelo pelas coisas de Deus (At 5.3,4); e ainda um profundo desejo de se envolver com a obra de evangelização (At 4.29-31,33); e ainda constantes vitórias sobre o pecado, sobre a natureza pecaminosa (Rm 8.2,13; Gl 5.24,25); e ainda um profundo amor pelo Senhor, a ponto de, se preciso for, morrer por Cristo (At 21.13); e ainda dar testemunho ousado da fé cristã (At 4.16-20); e ainda a perseverança nas atividades da Igreja (At 2.42,46); e ainda um profundo sentimento de respeito pela pessoa de Deus e por tudo aquilo que Lhe diz respeito (At 2.43); e ainda um intenso desejo de orar, de buscar a presença de Deus, participar dos cultos de oração da Igreja (At 2.42; 4.23,24; 12.5); e coisas semelhantes.
Se na sua vida querido irmão essas coisas forem uma realidade saiba que você é uma pessoa que vive na plenitude do Espírito Santo de Deus.