Creio


Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.

   O Credo apostólico começa com a declaração “Creio”. A palavra Crer, do latim credere, significa, em suma, acreditar e aceitar como verdadeiro aquilo que se diz de algo ou de alguém, independente de se ter provas materiais para tanto. Do ponto de vista teológico, crer significa acreditar nas verdades declaradas nas Sagradas Escrituras e aceitá-las de coração como verdades de Deus.

  Segundo a Bíblia Sagrada Deus, no seu programa eterno, determinou que a fé fosse o instrumento que a pessoa deve utilizar para se relacionar adequadamente com Ele.

 “Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam” Hb 1.6. Observem no texto acima que o grande objeto da fé é o próprio Deus, Deus esse revelado nas Sagradas Escrituras como o Deus verdadeiro, Vivo e Todo Poderoso. Observem ainda que o crente nesse grande e glorioso Deus deve acreditar também que Ele é quem dispensa as inumeráveis bênçãos dos Céus sobre os que creem nEle, desde que eles O busquem de coração.

    A Bíblia nos apresenta uma galeria de heróis da fé no capítulo 11 da Carta aos Hebreus, onde estão relacionados os nomes de homens e mulheres famosos que viveram no passado e ousaram crer de coração nesse Deus maravilhoso, Triúno. Observem ainda que essa fé foi vivenciada por eles e evidenciada na produção de inumeráveis feitos, conforme registrados no Cânon Sagrado.

    Trazendo o assunto para a experiência da Igreja da atualidade devemos considerar que, assim como foi no passado, a crença não é só algo abstrato, mas também algo que deve ser vivenciado e compartilhado com outrem, a fim de que eles possam acreditar nas verdades que nós acreditamos, e serem objetos também das graciosas bênçãos que Deus dispensa a quem nEle crê. Aconteceu isso com a mulher samaritana que, após ter um encontro com Cristo, compartilhou a sua crença com seus conterrâneos, levando-os a fé em Cristo e a serem abençoados por Ele.