A crença escatológica dos primeiros Congregacionais


Os congregacionais surgiram como conseqüência do movimento puritano na Inglaterra no século XVII e espalhou-se para outros países inclusive para os Estados Unidos devido à perseguição movida pela Igreja Anglicana que era controlada pelos monarcas ingleses.

        Teólogos congregacionais participaram junto com teólogos presbiterianos da Assembléia de Westminster (julho de 1643 a fevereiro de 1649) quando da elaboração dos documentos da fé reformada (Breve Catecismo, Catecismo Maior, e Confissão de Fé). Os congregacionais depois fizeram o seu próprio documento A Declaração de Savoy, que divergia dos documentos de Westminster no que se refere ao governo de igreja, aceitando os congregacionais todos os outros pontos identificados nos documentos daquela Assembléia, inclusive a questão escatológica.

       Os congregacionais brasileiros têm como confissão de fé Os Vinte e Oito Artigos da Breve Exposição das Doutrinas Fundamentais do Cristianismo, que reflete a confissão de Fé de Westminster e da Declaração de Savoy, divergindo das duas no item relacionado ao batismo de crianças, que era aceito pelos primeiros congregacionais, mas mantendo todos os outros pontos da Declaração de Savoy, inclusive os pontos escatológicos.

        No que se refere à Escatologia, os congregacionais brasileiros, no início, se conformaram com o ensino contidos na Confissão de Westminster, na Declaração de Savoy, e nos Vinte e Oito Artigos, sendo este último, de autoria do Dr. Robert Kalley, pioneiro do trabalho congregacional no Brasil, mas muitos líderes congregacionais abraçaram o ponto de vista Dispensacionalista que surgira na Inglaterra através de Nelson Darby e sistematizado pelo norteamericano Cirus Ingerson Scofield.

        A crença dos primeiros congregacionais expressa nos documentos citados era que, em termos escatológicos, os eventos, por sua ordem, seriam: a volta de Cristo, a ressurreição corporal de salvos e perdidos num evento só, o arrebatamento da Igreja, o julgamento final, e o estado eterno (Escatologia Geral). Eles não criam numa segunda vinda de Cristo em duas fases, nem num milênio literal, e nem tampouco numa restauração política/espiritual da nação de Israel e nem ainda numa ressurreição corporal de salvos e perdidos separada uma da outra por mil anos.

        Vejamos o que essas confissões de fé dizem sobre Escatologia:

CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER

CAPÍTULO XXXII
DO ESTADO DO HOMEM DEPOIS DA MORTE E DA RESSURREIÇÃO DOS MORTOS

  1. Os corpos dos homens, depois da morte, convertem-se em pó e vêem a corrupção; mas as suas almas (que nem morrem nem dormem), tendo uma substância imortal, voltam imediatamente para Deus que as deu. As almas dos justos, sendo então aperfeiçoadas na santidade, são recebidas no mais alto dos céus aonde vêm a face de Deus em luz e glória, esperando a plena redenção dos seus corpos; e as almas dos ímpios são lançadas no inferno, onde ficarão, em tormentos e em trevas espessas, reservadas para o juízo do grande dia final. Além destes dois lugares destinados às almas separadas de seus respectivos corpos as Escrituras não reconhecem nenhum outro lugar. (grifo nosso).
  2. No último dia, os que estiverem vivos não morrerão, mas serão mudados; todos os mortos serão ressuscitados com os seus mesmos corpos e não outros, posto que com qualidades diferentes, e ficarão reunidos às suas almas para sempre. (grifo nosso).
  3. III.               Os corpos dos injustos serão pelo poder de Cristo ressuscitados para a desonra, os corpos dos justos serão pelo seu Espírito ressuscitados para a honra e para serem semelhantes ao próprio corpo glorioso dele. (grifo nosso).

CAPÍTULO XXXIII
DO JUIZO FINAL

  1. Deus já determinou um dia em que, segundo a justiça, há de julgar o mundo por Jesus Cristo, a quem foram pelo Pai entregues o poder e o juízo. Nesse dia não somente serão julgados os anjos apóstatas, mas também todas as pessoas que tiverem vivido sobre a terra comparecerão ante o tribunal de Cristo, a fim de darem conta dos seus pensamentos, palavras e obras, e receberem o galardão segundo o que tiverem feito, bom ou mau, estando no corpo. (grifo nosso).
  2. O fim que Deus tem em vista, determinando esse dia, é manifestar a sua glória - a glória da sua misericórdia na salvação dos eleitos e a glória da sua justiça na condenação dos réprobos, que são injustos e desobedientes. Os justos irão então para a vida eterna e receberão aquela plenitude de gozo e alegria procedente da presença do Senhor; mas os ímpios, que não conhecem a Deus nem obedecem ao Evangelho de Jesus Cristo, serão lançados nos eternos tormentos e punidos com a destruição eterna proveniente da presença do Senhor e da glória do seu poder. (grifo nosso).
  3. Assim como Cristo, para afastar os homens do pecado e para maior consolação dos justos nas suas adversidades, quer que estejamos firmemente convencidos de que haverá um dia de juízo, assim também quer que esse dia não seja conhecido dos homens, a fim de que eles se despojem de toda confiança carnal, sejam sempre vigilantes, não sabendo a que hora virá o Senhor, e estejam prontos para dizer - "Vem logo, Senhor Jesus". Amém. (grifo nosso).

DECLARAÇÃO DE SAVOY

CAPÍTULO XXXII

DO ESTADO DOS HOMENS DEPOIS DA MORTE E DA RESSURREIÇÃO DOS MORTOS

II. –      No último dia, os que se encontrarem ainda vivos não morrerão, mas serão transformados; e todos os mortos ressuscitarão com seus mesmos corpos, e não outros, ainda que com propriedades diferentes, os quais se unirão novamente às suas almas, para sempre.

III. –     Os corpos dos injustos, pelo poder de Cristo, ressuscitarão para desonra; os corpos dos justos, pelo seu Espírito, ressuscitarão para honra e para serem feitos semelhantes ao próprio corpo glorioso de Cristo. (grifo nosso).

 

CAPÍTULO XXXIII

DO JUÍZO FINAL

  1. I.                    Deus determinou um dia em que, com justiça, julgará o mundo por meio de Jesus Cristo, a quem foram dados pelo Pai todo poder e todo juízo. Naquele dia, não só os anjos apóstatas serão julgados, mas também todas as pessoas que tiverem vivido na terra comparecerão ante o tribunal de Cristo, a fim de prestarem conta de seus pensamentos, palavras e feitos, e receberem o galardão de acordo com o que tiverem feito no corpo, seja o bem, seja o mal. (grifo nosso).
  2. O fim que Deus tem em vista, determinando esse dia, é a manifestação da glória de sua mercê na salvação eterna dos eleitos, e sua justiça na condenação dos réprobos, que são perversos e desobedientes. Pois então os justos entrarão na vida eterna, e receberão aquela plenitude de alegria e glória, com galardão eterno, na presença do Senhor; mas os perversos, que não conhecem a Deus e não obedecem ao evangelho de Jesus Cristo, serão lançados nos tormentos eternos e serão punidos com eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória de seu poder. (grifo nosso).
  3. Assim como Cristo, para refrear todos os homens do pecado e para maior consolação dos santos em sua adversidade, quer que vivamos plenamente persuadidos de que haverá um juízo, também quer que esse dia seja desconhecido dos homens, para que lancem fora toda segurança carnal e sejam sempre vigilantes, porquanto não sabem a que hora virá o Senhor, e estejam continuamente preparados a dizer: Vem, Senhor Jesus, vem depressa! Amém. (grifo nosso).

VINTE E OITO ARTIGOS DA BREVE EXPOSIÇÃO DAS DOUTRINAS FUNDAMENTAIS DO CRISTIANISMO

 Art. 27 - Da Segunda vinda do Senhor Nosso Senhor.

              Jesus Cristo vira do céu como homem, em Sua própria glória e na glória de Seu Pai, com     todos os santos e anjos; assentar-se-á no trono da Sua glória e julgará todas as nações. (grifo nosso).

Art. 28 - Da Ressurreição para a Vida ou para a Condenação.

Vem a hora em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus e ressuscitarão; os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. Os crentes que nesse tempo estiverem vivos serão mudados e sendo arrebatados estarão para sempre com o Senhor. Os outros também ressuscitarão, mas para a condenação. (grifo nosso).

          No século XIX surgiu, um movimento estranho, no campo escatológico, proposto por um teólogo chamado John Nelson Darby, ministro anglicano descontente, que mais tarde uniu-se a um grupo conhecido como Os Irmãos de Plymouth cuja característica básica era que não tinham liderança formal estabelecida dentro da igreja, nem pastores, nem presbíteros nem diáconos, e sim qualquer um deles poderia dirigir as reuniões quando acontecessem, que ensinava que a vinda de Jesus teria duas fases, sendo a primeira uma vinda secreta para arrebatar a Igreja e depois de sete anos Cristo voltaria de fato a este mundo com a Igreja glorificada e implantaria o reino milenar, onde a nação de Israel e a igreja ocupariam um lugar de destaque. Esse ensinamento foi popularizado no mundo por Cirus Scofield através de suas anotações na Bíblia de Referências Scofield, que é o esquema escatológico conhecido como Dispensacionalismo.

         Reportando-se a história da Igreja que no século XIX já tinha 1.800 anos, esse ensinamento era uma novidade no meio do povo de Deus. Em toda a sua história nunca esse tema, como foi configurado por Nelson Darby e Cirus Scofield, fora crido e ensinado pela Igreja. Nenhum dos teólogos antigos (Atanásio, Irineu, Justino Mártir, Clemente de Alexandria, Orígenes, Eusébio, Tertuliano, Agostinho, etc) nem os reformadores (Lutero, Melanchthon Calvino, Zwinglio, e outros), nem os teólogos puritanos (Richard Baxter, John Bunyan, Jonathan Edwards, John Owen, Richard Sibbes, etc) tinham o Dispensacionalismo como doutrina escatológica.  Eles eram em sua maioria amilenistas ou posmilenistas. O Dispensacionalismo, portanto, é uma novidade no seio da Igreja considerando a sua historicidade.

          Procurando bases reais nas Escrituras para o Dispensacionalismo não é fácil encontrar. As Escrituras que tratam de Escatologia nos pontos sensíveis do Dispensacionalismo que são uma segunda vinda de Cristo em duas fases, um arrebatamento pretribulacional, uma restauração política/espiritual de Israel, um reino milenial literal e uma ressurreição corporal de salvos e perdidos separados um do outro por 1.000 anos, devem ser estudados com cuidado, senão vejamos:

1)     Em nenhum momento as Sagradas Escrituras nos falam de uma segunda vinda em duas fases. Os textos dos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas) que tratam do assunto, do evangelho de João, de Atos dos apóstolos, das epístolas paulinas e gerais, de Hebreus e do livro do Apocalipse não revelam isso. Seria forçar muito os textos para tentar extrair uma verdade que não se encontra neles; nos textos sobre o assunto a segunda vinda é seguida de imediato pela consumação de todas as coisas. Por exemplo: “E, estando assentado no monte das Oliveiras, chegaram-se a ele os seus discípulos, em particular, dizendo: Dize-nos quando serão essas coisas e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo?” Mt 24.3. “E, quando o Filho do Homem vier em sua glória, e todos os santos anjos, com ele, então, se assentará no trono da sua glória; e todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas” Mt 25.31,32. “Assim será na consumação dos séculos: virão os anjos e separarão os maus dentre os justos. E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali, haverá pranto e ranger de dentes” Mt 13.49,50. (grifo nosso).

2)     O texto que trata de um possível milênio literal (Ap 20.1-7) deve ser levado em consideração de que ele faz parte de um livro (Apocalipse) cuja mensagem foi entregue através de símbolos e figuras. Em nenhum momento no restante do Novo Testamento a possível questão de um milênio literal é tratada pelos autores inspirados (Mateus, Marcos, Lucas, Paulo, Tiago, Judas e João – Evangelho e epístolas). Aliás, o próprio Salvador disse que o seu reino não era deste mundo (Jo 18.36). Paulo disse que o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo (Rm 14.17). No Novo Testamento a única referência há 1.000 anos, além da de Apocalipse que é revestida de simbolismo, é encontrada em 2 Pe 3.8, e essa se refere especificamente a um dos atributos naturais de Deus que, no caso, é a sua eternidade que é enfocada. Um reino literal onde salvos (a igreja glorificada) e homens naturais conviveriam juntos, era algo impensável para os autores inspirados; As alusões no Antigo Testamento a uma possível restauração escatológica do reino de Israel deve ser analisadas a luz do que os escritores do Novo Testamento falaram sobre o assunto. (Lembramos que um determinado assunto para ser praxe para a vida da Igreja tem que ter necessariamente o respaldo do Novo Testamento, pois a revelação foi dada de forma progressiva. Se não há confirmação do Novo Testamento para um assunto do Antigo Testamento, o mesmo teve o seu valor circunstancial, mas não é normativo para a Igreja. - isto é uma regra básica da Hermenêutica Bíblica, que é a ciência de interpretação correta dos textos sagrados. Deve-se entender também que os profetas estavam ministrando para um contexto histórico definido, mas também na mesma ministração estavam falando da Igreja do Senhor. Isto é chamado em Hermenêutica de sensus plenius – o significado completo da profecia).

3)   Uma ressurreição corporal em duas etapas, uma separada da outra por mil anos,  também é algo estranho ao ensinamento do Antigo e do Novo Testamento. Daniel fala de uma ressurreição geral de salvos e perdidos ao mesmo tempo. “E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna e outros para vergonha e desprezo eterno. Os sábios, pois, resplandecerão como o resplendor do firmamento; e os que a muitos ensinam a justiça refulgirão como as estrelas, sempre e eternamente” Dn 12.2,3. (grifo nosso). O Senhor Jesus falou disso também como um evento só: “Não vos maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação” Jo 5.28,29.  (grifo nosso). Paulo também trata do assunto como um evento só contemplando os dois segmentos (salvos e perdidos) ao mesmo tempo. “e a vós, que sois atribulados, descanso conosco, quando se manifestar o Senhor Jesus desde o céu, com os anjos do seu poder, como labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo; os quais, por castigo, padecerão eterna perdição, ante a face do Senhor e a glória do seu poder, quando vier para ser glorificado nos seus santos e para se fazer admirável, naquele Dia, em todos os que crêem (porquanto o nosso testemunho foi crido entre vós) 2 Ts 1.7-10. (grifo nosso). O livro de Apocalipse fala de uma ressurreição que acontecerá 1.000 anos depois da primeira ressurreição. Os teólogos reformados, inclusive os puritanos e os primeiros congregacionais, interpretavam os 1.000 anos de forma não literal, como um período de tempo extenso, e a primeira ressurreição como sendo a ressurreição espiritual que ocorre quando o indivíduo que está morto em seus delitos e pecados crê e aceita a Cristo como Salvador (Jo 5.25; Ef 2.1,5,6; Cl 3.1). Observe que o texto de Apocalipse expressa também essa idéia (Ap 20.6). (Confira com Rm 8.1; Jo 5.24; 1 Pe 2.9);

4)         Uma restauração política/espiritual de Israel como etnia no reino milenar fora do programa da Igreja estava fora da cogitação dos escritores inspirados do Novo Testamento, dos teólogos citados, inclusive daqueles que elaboraram os documentos da fé reformada. Para eles Israel já cumprira o seu papel histórico como instrumento da revelação divina, e que os judeus são contemplados no programa geral da Igreja como Paulo esclareceu em Romanos 9 a 11. “Digo, pois: porventura, rejeitou Deus o seu povo? De modo nenhum! Porque também eu sou israelita, da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim. Deus não rejeitou o seu povo, que antes conheceu. Ou não sabeis o que a Escritura diz de Elias, como fala a Deus contra Israel, dizendo: Senhor, mataram os teus profetas e derribaram os teus altares; e só eu fiquei, e buscam a minha alma? Mas que lhe diz a resposta divina? Reservei para mim sete mil varões, que não dobraram os joelhos diante de Baal. Assim, pois, também agora neste tempo ficou um resto, segundo a eleição da graça” Rm 11.1-5. (grifo nosso). Observem que Paulo diz que o resto ou remanescente é segundo a eleição da graça, linguagem essa exclusiva para a Igreja (Ef 1.4-7) “Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado. E, assim, todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador, e desviará de Jacó as impiedades. E este será o meu concerto com eles, quando eu tirar os seus pecados” Rm 11.26,27.  (grifo nosso).Observem que este texto trata de uma restauração espiritual e não política.

Quanto ao remanescente segundo a eleição da graça, muitos teólogos acham que esse assunto faz referência ao Israel espiritual, a Igreja, independente de serem judeus ou gentios. Quando Paulo trata da questão judaica nos capítulos citados de Romanos, citando o Antigo Testamento, não fala nada sobre uma restauração política/espiritual de um reino literal onde Jesus será o rei e Davi o seu primeiro ministro. Ele nos diz, em suma, que a restauração do remanescente do povo de Deus será uma restauração espiritual dentro do programa geral da Igreja, pois esse remanescente será salvo segundo a eleição da graça e não pelo fato de terem judeus incluídos. Ademais todos os outros autores do Novo Testamento, inclusive Paulo, quando fizeram referência às promessas de Deus a Israel eles as aplicaram a Igreja, o novo Israel de Deus, o verdadeiro povo do Senhor, eleito na eternidade, chamado no tempo e que será glorificado no futuro.

Particularmente faço coro com muitos estudiosos que acham que o remanescente se refere a judeus e gentios que serão salvos perto dos fins dos tempos pela graça redentora de Cristo, não compondo esse remanescente nenhum grupo separado da Igreja e sim componente da mesma, pois para Deus só existe um povo Seu de fato, a Igreja. “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido...; vós que, em outro tempo, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia” 1 Pe 2.9,10.

        Os teólogos reformados recentes (Martin LLoyd Jones, John Stott, Pink e tanto outros) argumentam que o problema do Dispensacionalismo é uma questão de hermenêutica e consideram que esse segmento escatológico está prestando um desserviço a Igreja do Senhor quando ensina coisas que a Palavra de Deus não revela.

Abaixo segue uma bibliografia que ajudará o leitor a conhecer mais profundamente o assunto:

- A Bíblia e o Futuro -  Anthony Hoekema, Editora Cultura Cristã

- A Igreja é Israel Agora – Charles D. Provan, Editora Monergismo

- A Vida Futura segundo a Bíblia - William Hendricksen, Editora Cultura Cristã

- Breve História da Escatologia Cristã – Harald Schaly, JUERP

- Dispensacionalismo, uma análise – Arthur W. Pink, PES (download gratuito site Monergismo).

- Mais que Vencedores – William Hendricksen, Editora Cultura Cristã

- o Premilenismo Dispensacionalista à luz do Amilenismo – Harald Schaly, JUERP

- O que a Bíblia diz sobre o Povo de Deus – Nathan Pitchford, Editora Monergismo

- O Israel de Deus – passado, presente e futuro – O. Palmer Robertson, Editora Vida

- Os Últimos Dias segundo Jesus – R. C. Sproul, Editora Cultura Cristã

-  Textos Diversos sobre o Dispensacionalismo – Site Monergismo                                       

Julho de 2011, Rev. Eudes Lopes Cavalcanti, Ministro da ALIANÇA,